Levantamento atraumático de seio maxilar: revisão de literatura
- Autor
- Bruno Henrique Francisco Nascimento
- Orientação
- Prof. Dr. Leonardo Silveira Damasceno
- Concluído em
- 2026
Resumo
A perda dentária na região posterior da maxila está frequentemente associada à reabsorção do rebordo alveolar e à pneumatização do seio maxilar, resultando em redução da altura óssea disponível para a instalação de implantes. Nesse contexto, o levantamento do seio maxilar, especialmente por meio da técnica atraumática, tem sido amplamente utilizado como alternativa terapêutica para viabilizar a reabilitação oral. Diante desse cenário, o presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão de literatura acerca do levantamento atraumático do seio maxilar, discutindo suas principais indicações clínicas, técnicas cirúrgicas, protocolos operatórios e limitações descritas na literatura científica.
Para a realização desta revisão, foi conduzida uma busca bibliográfica na base de dados PubMed, considerando, majoritariamente, artigos publicados no período de 2016 a 2026, sendo complementada por consultas às bases PubMed, BVS e Scielo, com critérios de inclusão e exclusão previamente definidos. Os resultados evidenciam que a técnica transcrestal apresenta bons índices de sucesso, menor morbidade cirúrgica e redução do tempo de tratamento, sendo indicada principalmente em casos com altura óssea residual adequada. Entretanto, observam-se divergências na literatura quanto à padronização dos protocolos operatórios, à altura óssea mínima necessária, à utilização de biomateriais e à previsibilidade da técnica em diferentes cenários clínicos.
Dessa forma, conclui-se que, embora o levantamento atraumático do seio maxilar seja uma abordagem eficaz e amplamente empregada, ainda existem lacunas científicas que reforçam a necessidade de estudos mais aprofundados, visando à consolidação de protocolos clínicos mais seguros e previsíveis.
Trabalho de conclusão do curso de Implantodontia da Odonto & Med, concluído em 2026. Orientação de Prof. Dr. Leonardo Silveira Damasceno. O texto integral está no PDF abaixo.
